terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Cisternas de Plástico/PVC. Somos contra!

      A campanha lançada nacionalmente em novembro pela Articulação do Semiárido (Asa Brasil) tem o objetivo de alertar a sociedade brasileira sobre o impacto e efeitos negativos da disseminação de cisternas produzidas com plástico/PVC para o fortalecimento da estratégia de convivência com o Semiárido, no qual as organizações que fazem a articulação têm investido seus esforços nos últimos anos. A Cáritas Brasileira é uma das instituições que atuam junto a Asa Brasil.

      Desde o dia 1º de dezembro as ações estão sendo intensificadas nos estados com o intuito de fortalecer a campanha e atingir um maior número de adeptos. A perspectiva é que o último dia dessa mobilização seja marcada por ações em diferentes rádios do Semiárido. A ação ocorre até o próximo dia 15.

Vejam os materiais disponíveis para a campanha. Participe!

Cisterna de plástico dura menos do que a de placa

 por Myrlene Pareira, da Cáritas Diocesana de Araçuaí
 
      O sonho de ter água potável em casa, durante o ano todo, é algo que encanta muitas famílias do Semiárido brasileiro. Em Minas Gerais, algumas famílias como a de Seu Orcísio Martins da Costa e a de Dona Elândia Chaves Rodrigues conseguiram alcançar esse objetivo através das cisternas.  Porém, o resultado não foi o mesmo para eles devido à forma de construção e o material utilizado nos reservatórios.
      Elândia e seu esposo Derval Souza Prates moram na comunidade Limoeiro, na cidade de Itinga, um dos municípios que mais sofrem com a falta d’água no Vale do Jequitinhonha. Em 2003, a comunidade foi beneficiada com 22 cisternas de placas, com capacidade para captar 16 mil litros d’água da chuva, através do Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC) da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA).
      Segundo Elândia, para conquistar a cisterna, o primeiro passo foi se cadastrar no programa através da associação comunitária e do sindicato dos trabalhadores rurais. Na análise de perfil foi detectado que sua única fonte de água era o Rio Jequitinhonha, que fica a mais de 1 km de sua casa. Também foram analisados outros critérios para que a  agricultora recebesse a cisterna.
      Como contrapartida ela e sua família hospedaram e alimentaram os pedreiros, ajudando também no processo de construção. “Foi bem trabalhoso, mas valeu cada gota de suor porque eu tenho certeza que essa cisterna tem qualidade”, diz Elândia que após oito anos ainda não teve nenhum problema com a cisterna.
      Ela também sabe utilizar bem da água da cisterna, ensinamento que aprendeu nos dois dias do Curso de Gerenciamento de Recursos Hídricos (GRH) que participou quando foi selecionada no programa.  “Essa foi a melhor coisa que aconteceu por aqui nos últimos tempos”.
      Derval diz que hoje tem água suficiente para beber, cozinhar e fazer tarefas mínimas dentro de casa durante todo o período de estiagem. Para completar a felicidade, em 2009 a família foi agraciada com uma barragem subterrânea, através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), que fornece água para a produção de  alimentos.
Ele conta que, depois da chegada do P1MC na comunidade, a associação ficou muito mais organizada, pois trabalharam em mutirão para a construção das 22 cisternas, além de sempre se reunirem com o sindicato e a Comissão Municipal da ASA para ajudar outras comunidades a realizarem seu sonho.
      O agricultor também avalia que os cursos e a assessoria técnica oferecida pelo  P1MC e P1+2 foram de extrema importância para a melhoria de qualidade de vida na comunidade. Enquanto isso, Seu Orcísio espera pacientemente uma solução definitiva para seu problema. Ele tem participado ativamente da associação e do sindicato e diz que pensará duas vezes antes de receber novos projetos dos quais a comunidade não participe da construção.
      Já a história de Seu Orcísio, 64 anos, é bem diferente. Ele mora com a esposa e quatro filhos há 30 anos na comunidade Campo Queimado, que fica a 4 km da comunidade de Elândia. Há dois anos, depois de um longo período de estiagem, sua família recebeu a cisterna de plástico com capacidade para 8 mil litros, instalada pela Defesa Civil, através do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas Gerais (Idene).
      Seu Orcísio conta como foi o processo para receber a cisterna: “Uma moça da prefeitura fez o cadastro e três meses depois chegou um rapaz  e, da parte da manhã até o meio-dia, [a cisterna] já estava pronta. Logo depois, a cisterna cedeu, mas o mesmo rapaz arrumou. Durante um ano tinha água aqui, que a gente usava pra beber e cozinhar, regrando muito. Mas aí veio a chuva e a terra em volta cedeu e a cisterna não aguentou também. Hoje ela só enche até a metade  e como não dá pra limpar, só usamos para dar de beber aos animais”.
      Ele acreditava que com a chegada da cisterna seu problema com água estava acabado, assim como para os seus vizinhos. Hoje ele se encontra triste por ver a cisterna e não ter condições de fazer nada. Outra preocupação é o perigo de ocorrência da dengue, pois após o desmoronamento da cisterna o material amontoado acumula água no período chuvoso.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Cartilha traz o passo a passo dos Sistemas Agroflorestais


Cáritas Brasileira Regional Ceará lança, no VII Congresso Brasileiro de Agroecologia, a cartilha Agroflorestação: outro jeito de fazer agricultura no semiárido.

 Com uma linguagem simples, o texto, do agricultor e técnico Chico Antônio, apresenta todos os passos para implementação de uma agrofloresta; desde a preparação da área, até o beneficiamento e comercialização do excedente da produção.
Comadre Maria e Compadre Zé são os dois personagens que irão acompanhar o leitor. No intuito de trazer também a discussão de gênero, é comadre Maria que puxa as reflexões e preocupações relativas ao modelo de desenvolvimento que tem como foco apenas o lucro e não o humano. Desejosos de aprender a cultivar a terra sem agredi-la, os dois vão visitar a área de Seu Luís, que já tem larga experiência com sistemas agrolorestais e explicará todos os detalhes do processo.
O texto é permeado por depoimentos de agricultores/as agroflorestais de diversas regiões do semiárido cearense que são acompanhados/as pela Cáritas. As falas, de quem vive na prática os benefícios da agroecologia, trazem entusiasmo e a certeza de que é possível produzir a partir de um outro modelo.O lançamento da cartilha tornou-se, também, um espaço para prestigiar o conhecimento de agricultores/as, que não tiveram grande possibilidade de expressão no Congresso. Seu Gerardo Barbosa, do município de Granja, ressente-se do fato do evento ter tido um caráter puramente acadêmico. “Eles falam muita coisa bonita, mas não tem solução pra nada. A gente que trabalha na terra tem soluções simples, mas não tinha espaço pra gente falar”, relata o agricultor.
Com uma tiragem inicial de 1.000 exemplares, a cartilha é a primeira publicação que traz o selo Semiárido Sustentável. Com este selo, a Cáritas Brasileira Regional Ceará pretende lançar cartilhas sobre quintais produtivos, casas de sementes e outras tecnologias sociais que contribuem para uma convivência harmônica com o semiárido.

Zoraia Nunes - ASCOM- Cáritas Reg. Ceará   

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE NATAL E ANO NOVO DA CÁRITAS DIOCESANA DE LIMOEIRO DO NORTE

Gente querida e amiga,
      Neste tempo de esperança luminosa e inquieta, no nascimento de Jesus de Nazaré, desejamos muita Paz e muita Luz. O caminho que fica atrás da gente, deste ano que termina, está cheio de memória viva que alimentou e continua alimentando nossas lutas e esperanças. O caminho que se abre à nossa frente mostra um futuro cheio de possibilidades e sonhos... Queremos e desejamos continuar construindo esse mesmo caminho com cada um e cada uma que desejou e deseja somar seu coração e seu corpo a essa Rede de Solidariedade da Cáritas.
      Estamos entrando em recesso, retomando nossas atividades no primeiro dia útil de Janeiro.
      Um grande e fraterno abraço a todos e todas, com votos de um FELIZ NATAL e Ano novo de 1012 que se inicia com muita Luz e Esperança. É o que desejamos, nós da Equipe Técnica e Diretoria da Cáritas Diocesana de Limoeiro do Norte.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

VÍDEO - COMUNIDADE LAGOA DOS CAVALOS RUSSAS, CE - Cáritas Diocesana de Limoeiro do Norte

      Filme que mostra um pouco da vida da Comunidade de Lagoa dos Cavalos a partir dos projetos de economia popular solidária e agricultura familiar acompanhados pela Cáritas Diocesana de Limoeiro do Norte. Um exemplo comunitário de convivência com o semiárido Brasileiro que está prestes a ser destruido pelo denominado Projeto Tabuleiro de Russas. Um projeto (infelizmente) governamental que tem o DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra a seca) como gestor e executor das obras dentro do perímetro irrigado e tem se revelado como uma fonte de bens e riquezes para latifundiários a custa da espulssão de famílias e agricultores que construiram suas vidas nas terras que serão usadas pelo projeto.
      Está mais do que comprovada a insustentabilidade do Agronegócio na Região do Vale do Jaguaribe, um modelo de "desenvolvimento" sustentado por injustiças, segregações, poluição (dos alimentos, dos bens naturais e, sobretudo, das pessoas) e imposições...
      Este vídeo quer ser uma denúncia contra a forma como os Projetos públicos administrados pelo DNOCS estão causando dor e sofrimentos aos pequenos prodtures da Região do Vale do Jaguaribe. A própria sigla "DNOCS" demostra uma postura que não acreditamos ser correta com o semiárido Brasileiro. Não somos CONTRA este bioma, não assumimos uma postura de "COMBATE" à natureza, não somos "CONTRA A SECA", pelo contrário, promovemos uma cultura de CONVIVÊNCIA COM A SECA. Convivência que gera sustentabilidade e VIDA. Confiram abaixo o vídeo...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

CÁRITAS DIOCESANA DE LIMOEIRO DO NORTE VIVE MOMENTOS DE AVALIAÇÕES E PLANEJAMENTOS

Dizem que a origem da palavra “recordar” vem do latim re-cordis que significa, mais ou menos, fazer passar novamente pelo coração...

Estamos vivendo um período de muitas movimentações, principalmente internas. Para nós da Cáritas chegar aos últimos meses de mais um ano que passa é muito mais do que simplesmente nos alimentar de nostalgias, lembranças de coisas que passaram, como a correnteza do rio. Também, mas não só...
Neste fim de ano, particularmente, estamos entrando em um processo de avaliações e planejamentos das nossas ações para os próximos 3 anos. É a ação Cáritas pensada a partir do que chamamos de PLANO TRIENAL. Avaliar ações executadas em três anos passados e olhar essa mesma avaliação para construir ações para os próximos 3 anos, exige um olhar atento e profundo para a realidade dos grupos e pessoas onde esta ação se deu e se dá... É o que estamos fazendo neste período de fim de ano.
Entendemos que uma avaliação dessa natureza só é possível de ser feita, com profundidade e eficácia, se se envolve diretamente as mulheres e homens que fazem acontecer, no dia a dia, a execução dos projetos acompanhados. Por isso, estivemos, enquanto equipe técnica, nos grupos que acompanhamos para fazermos essa avaliação: Catadores e Catadoras de Russas, Quixeré, Aracati e Limoeiro; comunidades de Potiretama.
            Foi um tempo bonito, tempo de olharmos para a Vida com mais profundidade. Acertos e desacertos se mostram, revelando apelos para crescer, repensar nossas ações, resignificá-las, reestruturá-las... Para isso, foi preciso sistematizar tudo isso Recordado e re-vivido, com a intensidade e profundidade Cáritas de ser e fazer as coisas.
Foi o que fizemos depois no escritório e, particularmente, em São João do Jaguaribe. Nos reunimos, enquanto equipe técnica e diretoria da Cáritas, para olhar as sistematizações das nossas avaliações nos grupos e delinear pistas de ações para as portas que se abrem no caminho que temos diante de nós, bem como de reconhecer outras que se fecham a partir do caminho trilhado. Momento também de avaliar nossa estrutura de gestão. Momento de partilha como mulheres e homens que são essa Família da Cáritas Diocesana de Limoeiro do Norte... Momento para rir e também chorar, para alimentar nosso corpo: que é coração e alma...
            O trabalho agora é de recolhimento de tudo isso e estruturação mesma do nosso planejamento, trabalho mais interno, mais técnico. Além disso, também estruturarmos nossa ação com a ação Cáritas Regional e Nacional, numa mesma rede de solidariedade. Por isso, estaremos nos encontrando para avaliarmos nossa ação enquanto Regional...
            De fato, para nós da Cáritas, esse é um período de muitas intensidades... e não poderia ser diferente, já que é o período em que celebramos o acontecimento histórico e teológico mais importante da história da salvação: Deus assume nossa história humana e se a cerca de nós como gente... Mais ainda, se a cerca como criança, como pobre... Enfim, nos mostra que é possível alimentar e promover a Vida a partir das nossas lutas e esperanças.
É um pouco isso que estamos tentando fazer e queremos continuar sempre contando com a presença e colaboração de amigos e amigas que, com suas colaborações (das mais diversas formas), vem somando e ampliando essa rede de solidariedade Cáritas.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

MENSAGEM DA CÁRITAS BRASILEIRA


      A Cáritas Brasileira, reunida em Passo Fundo – RS nos dias 09 a 12 de novembro de 2011, para a realização de seu 4º. CONGRESSO E XVIII ASSEMBLEIA, com 320 pessoas enviadas pelas entidades-membro e regionais, quer trazer para todas as comunidades eclesiais, organismos e pastorais, movimentos sociais, entidades parceiras e toda a sociedade brasileira uma mensagem de esperança.
      Com a motivação bíblica da Parábola do Semeador, aprofundamos a nossa compreensão sobre DESENVOLVIMENTO SOLIDÁRIO SUSTENTÁVEL E TERRITORIAL com base nas experiências concretas que a Cáritas, nos diversos estados brasileiros, vem desenvolvendo nos últimos anos. Essas experiências são as SEMENTES DE UM PROJETO POPULAR de sociedade que buscamos construir tendo como base o respeito à dignidade humana e a defesa e promoção de vida plena para todas as pessoas. (Cf. Jo,10,10)
      Este Congresso está acontecendo em meio a uma realidade carregada de sinais contraditórios. Por um lado, somos testemunhas de que, em todas as regiões, há iniciativas de economia solidária, agroecologia, revalorização das culturas dos povos e comunidades tradicionais e mobilização social e controle de políticas públicas. Elas fazem parte do esforço dos empobrecidos para superar a marginalização social e, ao mesmo tempo, são parte da construção do outro desenvolvimento econômico e social, assentado sobre os valores da solidariedade, sustentabilidade e realizado na diversidade dos territórios. O amor a todas as formas de vida geradas pela Mãe Terra e o amor aos irmãos e irmãs em humanidade é seu fundamento mais profundo.
      Por outro lado, estas e muitas outras iniciativas populares enfrentam as consequências de mais uma crise financeira mundial, que não foi causada pelos empobrecidos, mas é deles que os setores dominantes estão cobrando mais sacrifícios. No Brasil, o esforço para evitar o contágio dessa crise está assentado no aumento de investimentos públicos em grandes obras do PAC e da Copa de 2014; no congelamento das rendas da população trabalhadora e no estímulo ao consumo por meio da oferta de crédito mais facilitado. Para agilizar as grandes obras, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário estão tomando decisões que colocam em risco áreas de preservação permanente e outras áreas ricas em biodiversidade; expulsam comunidades humanas sem respeito aos seus laços de parentesco e vizinhança e promovem a retirada da população de rua, em criminosas operações de “higienização” urbana, sem reconhecer seus direitos e necessidades.
      Queremos tornar pública nossa posição especialmente em relação a três processos em curso: a mudança do Código Florestal, a criminalização dos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e negação de direitos dos povos indígenas, das comunidades quilombolas e dos camponeses.
      Em relação ao Código, deixamos claro que sua nova formulação só será aceitável se definir com clareza normas em favor da defesa do meio ambiente, evitando o cancelamento das dívidas dos grandes proprietários que agrediram a natureza e brechas legais para uma maior destruição do que resta de cobertura vegetal e florestas da Amazônia e dos demais biomas brasileiros. O Código Florestal precisa determinar, com clareza, dispositivos de proteção aos pequenos agricultores, reconhecendo sua importância para a preservação ambiental, com medidas adequadas para que não se inviabilize sua permanência na terra e seja reconhecida sua grande contribuição ao país com a produção de alimentos.
      Como membros da Cáritas, queremos continuar prestando nossa contribuição ao povo brasileiro através de projetos e programas apoiados por doações voluntárias ou recursos públicos. Reconhecemos as atribuições do Estado e da sociedade civil na formulação e execução de políticas públicas. Por isso, questionamos as medidas adotadas pelo Governo que atingem indistintamente movimentos sociais e organizações da sociedade civil, especialmente a suspensão temporária de projetos sociais que contam com recursos públicos. Se há práticas de corrupção, que sejam fiscalizadas e processadas, aplicando as penas previstas em lei. Se, contudo, a gestão dos recursos está sendo feita com cuidado dentro das finalidades previstas, a suspensão unilateral do governo é uma injustiça com as entidades responsáveis e um grave prejuízo para a população. Exigimos, por isso, a retomada imediata da aprovação de projetos e a liberação dos recursos comprometidos para as entidades em que não há desvios; exigimos, igualmente, que se avance mais rapidamente nos trabalhos que visam a definição do novo marco regulatório das organizações da sociedade civil.
      Em relação aos povos indígenas, às comunidades tradicionais e aos camponeses, consideramos um desrespeito à Constituição e aos seus direitos o fato que, nos últimos anos, tenham sido praticamente suspensos os processos de reconhecimento e demarcação de territórios indígenas e quilombolas e o processo de reforma agrária. Exigimos que o governo retome de imediato esses processos de demarcação de territórios e de reforma agrária, em diálogo e com participação das organizações indígenas, quilombolas e camponesas, garantindo suas ricas e diversificadas formas de vida e ampliando a produção agroecológica de alimentos.
      Sob a inspiração da prática e da palavra de Jesus de Nazaré e dos empobrecidos com quem fazemos caminhos de libertação, reafirmamos os seguintes compromissos:

  • lutar pela democratização do Estado através do fortalecimento da democracia participativa, visando a construção de uma sociedade de Bem Viver;
  • promover uma cultura de direitos e de emancipação baseada nos princípios éticos de respeito à vida;
  • empenhar-nos na promoção do protagonismo da juventude, aliando-nos às suas lutas específicas em vista da concretização dos seus direitos;
  • lutar por políticas públicas de prevenção e de recuperação das condições de vida dos atingidos por desastres socioambientais;
  • trabalhar, junto com as comunidades tradicionais, pelo respeito à sua cultura e pelo reconhecimento do direito a suas formas de vida e aos seus territórios;
  • apoiar as lutas pela reforma urbana, pelo direito à cidade onde as pessoas que nela moram vivam com dignidade;
  • investir na formação de agentes, visando seu crescimento pessoal, seu envolvimento na missão da Cáritas e fortalecendo uma prática de voluntariado ativo, militante e comprometido;
  • estimular a constituição dos Fundos Solidários, garantindo autonomia nas ações em favor e junto com os excluídos;
  • aprofundar a prática de trabalho em rede com as CEB´s, pastorais e movimentos sociais, com organizações da sociedade civil, visando maior capacidade de incidência em políticas públicas.

      Sob a proteção de Maria, mãe de Jesus e nossa, queremos acolher os apelos do povo que clama por paz e vida digna, fazendo sempre o que está ao nosso alcance. Amém, axé, auêre, aleluia!

IV Congresso Nacional da Cáritas Brasileira reforça compromisso com os mais pobres

  FONTE: Cáritas Brasileira.

      Uma grande colcha de retalhos com todas as entidades-membro da Cáritas Brasileira foi costurada como forma de compromisso.
      Dos dias 9 a 12 de novembro, cerca de 350 agentes da Cáritas Brasileira de todo Brasil estiveram reunidos em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, para o IV Congresso e XVIII Assembleia Nacional da entidade.
      Com o tema “Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial: Sementes de um Projeto Popular”, os congressistas, dentre diversas atividades culturais que animaram os quatro dias do encontro, avaliaram as ações desenvolvidas pela rede no último quadriênio (2008-2011), definiram as prioridades para os próximos quatro anos (2012-2015), elegeram a nova diretoria e conselho fiscal e aprofundaram debates sobre a temática que permeou todas as atividades do IV Congresso Nacional da Cáritas Brasileira.
       Dom Flávio Giovenali, da Diocese de Abaetetuba, no estado do Pará, foi eleito com 63% dos votos para ocupar o cargo de presidente da entidade nos próximo quatro anos. No total, 117 delegados participaram deste processo. Dom Flávio recebeu 74 votos e dom Guilherme Antônio Werlang, da diocese de Ipameri (GO), ficou com 43. Anadete Gonçalves Reis, do Distrito Federal, foi reeleita para a vice-presidência da entidade com 99% dos votos. O cargo de diretor secretário ficou com Pe. Evaldo Praça Ferreira, de Minas Gerais, e Agnaldo Lima, de São Paulo, será foi eleito o novo diretor tesoureiro da entidade.
      Já o Conselho Fiscal contará com Clea Amorim (MG), Lucineide Rodrigues (SP) e Otília Balio (BA) como titulares, e padre Wilson Buss (SC), Adão José Piva (SP) e José Albero de Souza (SP) como suplentes. A nova diretoria e conselho fiscal tomam posse no início de 2012.
      Durante o evento também foram definidas a diretriz geral de ação e as prioridades estratégicas que são:

DIRETRIZ GERAL DE AÇÃO: A Cáritas Brasileira se compromete com a construção do Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial, na perspectiva de um projeto popular de sociedade democrática.

PRIORIDADES ESTRATÉGICAS
I – Promoção e fortalecimento de iniciativas locais e territoriais de desenvolvimento solidário e sustentável;
II – Defesa e promoção de direitos, mobilizações e controle social das políticas públicas;
III – Organização e fortalecimento da Rede Cáritas.

      No dia 12, último dia do IV Congresso e XVIII Assembleia Nacional da Cáritas Brasileira, ocorreu a entrega do II Prêmio Odair Firmino de Solidariedade. O terceiro lugar ficou com o Grupo de Produção Rural Serra Gavião (PI). A experiência Começar de Novo (MG) foi a segunda classificada e A Luta das Mulheres Indígenas – Comisulba (BA) ficou com o primeiro lugar do prêmio. As três finalistas, além de um troféu e certificado, receberam um prêmio em dinheiro no valor de R$ 10 mil para o primeiro lugar, R$ 5 mil para o segundo e um prêmio de R$ 3 mil para o terceiro.
Equipe de Comunicação Cáritas Brasileira
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